Filme: 2012 (2009)

"Finalmente vamos conseguir
reduzir a criminalidade!"

Enchentes, desabamentos, catástrofes naturais, caos urbano... bem, não é que se possa dizer que nós brasileiros não estamos acostumados com isso, mas 2012 foi um filme muito esperado e badalado.

Afinal, como nunca antes na história deste país®, pela primeira vez teríamos a oportunidade de não só ver a Estátua da Liberdade e a Torre Eiffel sendo destruídas pelo fim do mundo, mas também teríamos o orgulho de ver o Cristo Redentor virar caquinhos!

Uau, Brasil-il-il!

E lá vamos nós! Quer dizer... antes de começar, o bom e velho aviso: Esse texto provavelmente está cheio, lotado, transbordando de spoilers. Se você pretende ainda assistir o filme e gosta de fingir que não sabe que o mocinho salva a mocinha no final, não leia!


Ficha Criminal
2012 (2009), estrelando:
*Jackson Curtis como o Zé Fodão
*Kate Curtis como a Donzela Indefesa
*Tom McCarthy como Corno Apaixonado
* Thomas Wilson como Santo Presidente 
* Yuri Karpov como Detestável
* Carl Anheuser como Detestável
*Adrian Helmsley como Cota Racial
*Tamara como a Bozauda

"Alguém traga meu coronógrafo!"
Como dá pra notar, 2012 é um filme com muitos personagens, e o melhor de tudo, muitos clichês pra gente se deliciar. A começar pelo começo (jura?), onde a mitologia do filme estabelece que os maias fizeram a previsão do fim do mundo, uma cacetada de anos atrás. Logo em seguida, o filme estabelece que esse dito fim do mundo vai acontecer por causa de uma erupção solar que vai atingir a terra.

Ok, vamos com calma. Todo mundo sabe que os maias eram os bam-bam-bans da época nessas coisas de astrologia e tudo mais, mas até para um filme besteirol é importante ter um pouquinho de lógica. Catalogar as estações do ano e os pontos cardeais é uma coisa, prever erupções solares para um povo que nem tinha como olhar diretamente pra o sol, aí já é um pouquinho demais.... mas, felizmente, como esses dois fatos aparecem em momentos isolados do filme, ninguém acaba ligando A+B.

Tudo bem, vamos creditar essa previsão ancestral a uma revelação divina, não tem nada no filme que proíba isso. Vamos aos méritos.

"Hã? Como assim você acredita????"


Palmas para 2012. Pelo menos um dos clichês mais comuns desses filmes de fim do mundo ele conseguiu evitar.

Sabe aquele comecinho de filme-catástrofe, quando o mocinho descobre os dados de que o fim do mundo é iminente, e sai desesperadamente pra avisar as pessoas, mas ninguém leva ele a sério?

Pois é, em 2012, por incrível que pareça, as autoridades acreditam de primeira.

É impressionante, o pesquisador não precisa insistir  nem se desesperar, ninguém chama ele de lunático nem nada do tipo. Ele simplesmente vai lá, apresenta os dados numa pastinha velha no meio de uma festa beneficente, e o tiozão do governo acredita. Na cena seguinte, ele está no gabinete do presidente e em poucos minutos o presidente está alertando os líderes mundias. Realmente, surpreendente.

"Meninos, amem o seu pai, ele é gente boa!"
Talvez isso se deva ao fato que, nesse filme, o cientista não é o herói principal. Enquanto Helmsley é só o cara gente boa que descobre o fim de mundo, o protagonista de verdade é Jack Curtis, um autêntico Escolhido na fase "medíocre" da sua vida.

Agora sim, temos um personagem padrão de filme-tragédia. Curtis é um cidadão comum de classe média com problemas familiares, divorciado, tentando entender porque o filhão o odeia. Ahá! Pensou que o protagonista fosse escapar , não pensou?

Ledo engano... e na primeira parte do filme, enquanto Helmsley tem uma vida fácil apresentando sua tese do fim do mundo, somos apresentados ao tedioso drama familiar de Curtis. A indeferença do filho, a inveja enrustida do novo marido da ex-mulher, o passeio no parque... bem, acho que já disse tudo sobre a primeira parte do filme, podemos seguir em frente.


"Ei, moço.... esqueceu de mim?"
Poxa, verdade.

Lembram quando eu disse que pelo menos 2012 escapava do clichê de ninguém acreditar no fim do mundo? Pois é, esqueçam. Parece que lá pelo meio da trama o diretor se arrepende desse "erro" e introduz na história Charlie Frost, um autêntico profeta do apocalipse com direito a barba, cabelos desgrenhados, que anuncia o fim do mundo e... thcaram! Ninguém acredita nele porque ele parece um lunático. Uau, como fomos tolinhos... quase acreditamos que Hollywood ia deixar passar esse clichê...

"Essa nova Limosine 4x4 é uma beleza!"
Ok, agora sim, vamos para o segundo ato do filme. Hora de começar a destruição em massa, e o show de efeitos especiais.

Como todo bom herói de filme sobre o fim do mundo, Curtis corre em direção à origem da desgraça, para salvar a família, reatar os problemas do passado, e de quebra reconquistar a ex-esposa do Corno Apaixonado.

Um parênteses merece ser aberto. 2012 anda numa linha tênue entre filme de catástrofe e um super filme de ação eletrizante. Nessa parte do filme, Curtis incorpora o escolhido e adquire super-poderes de pilotagem, fazendo manobras tão radicais com a limosine que deixariam Vin Diesel se roendo de inveja.

E, por falar em Corno Apaixonado, McCarthy não fica nem um pouquinho atrás. A transformação do atual-esposo-futuro-chutado é realmente impressionante. Ele começa assim: 
"Que belo dia pra ser um corno fracassado lendo jornal!"

Mas aí, de repente, a família precisa de alguém pra pilotar um teco teco pra fugir do fim do mundo. Que bom, ele se lembra que já faz 2 horas de aula pilotagem uma vez, isso com certeza credencia uma pessoa a pilotar fazendo manobras radicais enquanto desvia de edifícios desabando!

"Uhul! Adrenalia pura, bróder!"

 Ah, e claro, mais pra frente precisam de alguém pra ajudar a pilotar um gigantesco cargueiro russo. Lógico que isso também é fichinha pro nosso amigo McCarthy que fez 2 horas de aula, ora bolas!

"Eu sei falar Vodka e Strogonoff, ajuda?"


"Acelera Airton!"
É um duelo de titãs, um no manche e outro no volante.... Curtis não deixa barato, e encerra sua participação eletrizante saltando com o carro do avião em movimento, no meio de uma montanha de neve. É dorgas, mano!

Bem, com muita desgraça, muito desabamento, e um show pirotécnico de efeitos especiais, encerramos o segundo ato do filme, a destruição está consolidada.

Vamos então para a parte final, dando um tempo na destruição e nos efeitos especiais. Depois do duelo de titãs entre os mocinhos pra decidir quem é o ás do volante, temos um segundo duelo, dessa vez entre dois vilões. Karpov e Anheuser disputam, palmo a palmo, o título de vilão mais detestável. A disputa é dura!

"Lógico que sou eu! Eu sou frio, milionário,
egoísta, e o pior de tudo, russo!"

"Desista, Yuri. Você pode até ser milionário e russo,
mas só eu faço cara de bunda quando tudo dá certo!"


"O que nos faz humanos.... é fazer filmes óbvios!"
Enfim chegamos ao finalmente, com direito a um belíssimo discurso emotivo de Adrian sobre humanismo, civilidade, amor, compaixão e todas aquelas coisas lindas de final de filme.

E, como todo mundo sabe, todos os dirigentes do mundo são pessoas super sensíveis e emotivas, que têm seus corações tocados pelo discurso do nosso amigo, e resolvem abrir as suas "arcas de Noé" para uma multidão de pessoas dezenas de vezes maior do que o número pra que elas foram projetadas.

Ah, mas como é Hollywood, o importante é o final ser bonito, romântico, emocionante.... então encerramos aqui também, com uma cena bem emocionante. Cuidado pra não chorar.
The End.... snif

3 comentários:

  1. Não é que deu mais vontade de ver o filme hehehehe

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  2. o final do filme foi pessimo
    mais cliche impossivel hahaha

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  3. caramba, disse tudo!!
    mais óbvio impossivel!!

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